TOP – Os Melhores e Piores Livros de 2010

Já postei uma pequena lista com os 10 melhores filmes de 2010 (que na verdade foram 11) e agora trago um relação dos melhores livros do ano, ano em que tive várias alegrias e decepções literárias.

Na primeira metade de 2010 li poucos livros, fiquei estagnado em uns mais longos, mas no segundo semestre dei uma acelerada e fechei o ano com um número razoável de leituras.

Os livros da lista não foram publicados em 2010, mas sim LIDOS em 2010 por mim. Não sou daqueles que compra tudo o que sai nas livrarias imediatamente, mas compro sim pelo meu interesse pelos temas (interesse esse que vem mudando todo ano, ás vezes leio mais fantasia, outras vezes mais dramas…).

Pois bem, citarei os três livros que mais me marcaram, dando uma opinião rápida. Diferentemente do que faço nas resenhas, não vou esmiuçar s pontos negativos e positivos nem entrar em detalhes do enredo.

E, para fechar, citarei o pior livro do ano e a maior decepção do ano.

Lá vai:

MELHORES LIVROS DO ANO

 

 O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei,  de J.R.R.Tolkien

Falar da qualidade atemporal da trilogia das trilogias, do épico dos épicos, da maior das fantasias entre as maiores fantasias… É chover no molhado. Na verdade, é chover no meio de um mar inteiro. É, já puderam perceber como sou puxa-saco de J.R.R Tolkien e sua famosa Saga do Anel.

O Senhor dos Anéis é o pioneiro do gênero fantasia no mundo todo, junto com As Crônicas de Nárnia (que também é muito bom, mas possui um público mais infantil). Tudo o que pensarem de fantasia épica posteriormente tem inspiração na obra de Tolkien, e até coisas fora da fantasia…

Tolkien criou um mundo fascinante e surpreendentemente crível, com suas próprias línguas, costumes, povos, lendas, canções e batalhas. Tudo na obra desse mestre transborda criatividade, magia, fascinação. O Um Anel é uma ótima metáfora de como o ser humano pode ser ganancioso, cruel e materialista. O Um Anel nada mais é que a materialização do mal e das ambições humanas.

Bom, não vou me estender mais sobre o assunto, pois deixarei isso para um futuro post destinado somente para o Senhor dos Anéis, como se fosse uma resenha gigante englobando os livros e os filmes (que por acaso são obras-primas contemporâneas do cinema).

Esse foi o primeiro livro do ano para mim, e sem dúvida um dos melhores. Demorou para eu por as mãos nele, mas agora ele terá para sempre lugar cativo na minha estante.

 

 

O Guia do Mochileiro das Galáxias, Volume Três – A Vida, O Universo e Tudo o Mais, de Douglas Adams

Assim como falar bem de Tolkien, falar bem de Douglas Adams é algo batido. Adams foi um escritor sarcástico, inteligente, criativo e extremamente crítico. Porém, ele faz suas críticas da forma mais sensacional possível: jogando todo mundo no espaço e caçoando de Deus e o mundo (diga-se de passagem: ele realmente caçoa de Deus).

O humor de Adams é notável, mostrando a velha veia britânica de humor. A cada página há sempre um sorrisinho nos esperando, ou então uma gostosa gargalhada. Mas saibam: tudo faz sentido no final, sempre há alguém sendo criticado, ou algum sistema, ou algum costume.

Adams coloca seus tresloucados personagens em aventuras inimagináveis pela galáxia, em passagens divertidíssimas, desde a total aniquilação da Terra até um restaurante LITERALMENTE no fim do universo.

Os primeiros dois volumes da série foram os melhores, mas esse terceiro também é impagável. Infelizmente, o quarto é uma bela bomba (minha resenha dele tá aí pra dizer isso) e o quinto não é muito bem falado (logo, logo eu leio esse…)

No entanto, como conjunto da obra Adams merece ser lembrado e elogiado sempre, até porque é muito difícil encontrar algum autor hoje em dia com a mesma perspicácia desse falecido gênio do sarcasmo e do humor.

 

Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

Esse primeiro volume da Trilogia Milênium merece ser conferido por qualquer um que aprecie uma trama policial bem montada e envolvente, com um ritmo um tanto diferente dos costumeiros policiais americanos.

Os carismáticos personagens Lisbeth Salender Mikael Blonkvist formam um par perfeito para desvendar o misterioso desaparecimento de Harriet Vanger, além de que frequentemente lemos críticas ao jornalismo econômico sueco e como ele está sistematizado atualmente. A trama é muito bem amarrada e extremamente inteligente, mesmo não chegando ao nível dos clássicos policiais de Aghata Cristie, por exemplo.

É uma leitura prazerosa, interessante e fácil (apesar de longa…), o que explica todo o sucesso em torno da obra (entendam: sucesso comercial nem sempre está ligado a qualidade…). Felizmente, não temos aqui um caso de sucesso injustificável: é sim uma leitura boa, até acima da média, tanto que entra para a lista das melhores do ano.

 (hum… leituras diversificadas… uma fantasia, uma ficção científica e um policial…)

  

PIOR LIVRO DO ANO

 

Fortaleza Digital, de Dan Brown

Embora a maioria esmagadora adore este autor e seus livros pipoca, eu não suporto as tramas construídas por ele. Não quando posso comparar com coisas muito superiores que leio por aí.

Mais tarde vou fazer um post especial falando tudo o que não gosto da narrativa de Brown, mas é fácil adiantar o principal: personagens genéricos e previsíveis, estereotipados e idiotas, reviravoltas de roteiro sempre no último ato…( não tem problema disso acontecer, mas em TODOS os livros de Brown pode-se ver isso). Ou seja: repetição e falta de criatividade.

Muitos podem discordar da minha implicância e dizer que estou sendo chato e devia apreciar a obra como ela é: puro entretenimento casual. Discordo plenamente! Até entretenimento casual precisa de qualidade e um mínimo de renovação…

Posso até estar reclamando sozinho e Brown pode continuar ganhando seus milhões, mas livro dele eu não compro mais.

 

 

MAIOR DECEPÇÃO DO ANO

 

A Cabana, de Wiliam P. Young

A Cabana não é um livro ruim, mas está longe de ser a revolução espiritual ou a primazia de literatura que muitos têm dito por aí. Trata-se simplesmente de uma obra mediana, que pode até ter mais acertos que erros, mas que está LONGE de ser tão bom quanto dizem por aí.

Não sendo um livro ruim, não foi uma leitura ruim, mas sim… Decepcionante. Quando se promete muito e se entrega pouco, nós simplesmente nos decepcionamos. E foi o que aconteceu comigo.

A minha resenha neste mesmo blog de A Cabana pode explicar melhor, mas o fato é que o livro tem trechos monótonos, alguns diálogos chatos e certas metáforas difíceis de engolir. No entanto, possui cenas tocantes, lições importantes e a sempre presente busca por redenção. Quando o livro consegue te tocar em algum momento, há alguma qualidade nele.

PORTANTO…

Esses foram os livros notáveis de 2010, seja positiva ou negativamente. No final, foi uma ótima temporada de leituras para mim, e assim espero que tenha sido para todos.

2011 vem aí, com mais leituras, mais resenhas e mais críticas irritantes

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Publicado em sábado,15 janeiro,2011, em Indicações Literárias, Literatura e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Oi Vitor! Adorei sua lista. Senhor dos Anéis tentei ler, mas não sei porque não consegui me prender a ele. ): E com certeza “A Cabana” foi a decepção do ano! Minha professora falou dele na sala e eu fiquei toda empolgada, mas não consegui terminá-lo. O que mais li em 2010 foram clássicos (Dom Casmurro, São Bernardo…)! Espero que 2011 seja um bom ano de leitura para mim (como já vem sendo hihi). E pra você também, claro. Beijos!

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